A feira de Ana Hoje é dia de feira, e Ana precisa de dinheiro. A filha, Inês, tem uma festa na escola. Ana quer fechar cedo para estar com Inês. A sua banca está na rua, junto à casa. Rui chega com um saco na mão. Ana vê Rui e já pega nas batatas. «Duas batatas e quatro maçãs?», pergunta Ana. «Sim. E um pão, por favor.» «Um pão e nada mais?» «Nada mais hoje. Tenho pouco dinheiro.» Ana põe as batatas e as maçãs no saco. Depois olha para o dinheiro de Rui. «Falta uma moeda», diz Ana. Rui olha para a rua. «Eu sei. Posso pagar amanhã?» «Podes. Leva o saco.» «Obrigado, Ana.» «Até amanhã, Rui.» Rui vai embora. Ana arruma as maçãs. Ela sabe o pedido de Rui há muitos anos. Clara chega devagar. Ela traz uma caixa pequena. «Clara, queres três maçãs, duas batatas e água?» «Quero. Mas hoje quero só duas maçãs.» Ana fica com a mão sobre as maçãs. «Só duas maçãs?» «Só duas. Hoje tenho pouco dinheiro.» «E duas batatas?» «Duas batatas.» «E água?» «Não. A água está em casa.» Ana põe duas maçãs e duas batatas na caixa. «Clara, falta alguma coisa?» «Falta o teu pão.» «O meu pão?» «Sim. Tu sabes. Um pão pequeno.» Ana olha para o pão. Depois olha para Clara. «Leva o pão. Pagas depois.» «Não posso.» «Podes. Eu sei onde estás.» Clara pega na caixa e no pão. «Obrigada, Ana.» «Até amanhã, Clara.» Joana chega quando o sol está alto. Joana trabalha perto da feira. Ela chega sempre com pressa. «Ana, o meu pedido está pronto?» «Está. Uma maçã, três batatas e um saco pequeno.» «Não. Hoje são duas maçãs.» «Duas maçãs, três batatas e um saco pequeno.» «Sim. E preciso de comida para quatro pessoas.» Ana olha para a mesa. «Quatro pessoas? Ontem eram três.» «O meu irmão chegou ontem.» «Então são quatro.» «São quatro. Mas tenho dinheiro para três.» «Leva três partes hoje.» «E amanhã?» «Amanhã levas a quarta parte.» Joana segura o saco vazio. «Tu sabes todos os pedidos.» «Sei o teu pedido, Joana.» «Sabes o pedido de todos?» «Sei o pedido de Rui. Sei o de Clara. Sei o teu.» «E o teu pedido?» Ana olha para a rua. A feira está quase vazia. «O meu pedido é fechar cedo.» «Por causa de Inês?» «Por causa de Inês. Hoje há festa na escola.» Joana conta as moedas e compra três partes. Ana mete também a quarta parte no saco. «Ana, isto é demais.» «Amanhã trazes o dinheiro.» «Sim. Amanhã trago o dinheiro.» Inês aparece junto à casa. Traz um papel na mão. «Mãe, já acabou?» «Já. Falta fechar a caixa.» Ana guarda o dinheiro, o pão e as maçãs. Depois fecha a porta da banca. «Vamos, Inês», diz Ana. «A festa começa agora.»