O mercado No Porto, a mulher está na sua pequena cozinha. Ela conhece poucas palavras. Esta noite, uma vizinha vem comer, e o mercado fecha em pouco tempo. O saco é dela e está junto da porta. Ela entra no mercado com o saco na mão. O vendedor está atrás da mesa. Ela aponta para o pão. «Por favor.» O vendedor põe leite na mão dela. «Não, não este.» Ela aponta outra vez. «Este, por favor.» O vendedor põe uma maçã na mão dela. «Não, não este.» Ela aponta outra vez. «Este, por favor.» O vendedor põe uma chávena na mão dela. «Não, não este.» Ela olha para o vendedor. «Não.» O vendedor põe a maçã na mesa. Depois põe o leite na mesa. Ele olha para a mão dela. «Está a procurar isto?» Ela aponta para o pão. «Sim.» O vendedor pega no pão. Ele segura o pão com as duas mãos. «Pão.» Ela olha para o pão. «Pau.» O vendedor fala devagar. «Pão.» Ela olha para o vendedor. «Pão.» O vendedor põe um pão no saco. «Quanto?» Ela mostra uma moeda. «Um euro.» Ela abre a mão. «Um?» «Sim, um.» Ela dá a moeda ao vendedor. O vendedor guarda a moeda. Depois põe outro pão no saco. «Este é para si.» Ela olha para o saco. «Obrigada.» O vendedor põe a maçã e a chávena na mesa. «Não quer isto?» «Não.» Ela pega no saco. «Obrigada.» O vendedor abre a porta do mercado. «Até amanhã.» Ela sai e anda pela rua. O saco está na mão dela. Ela olha para o saco. «Pão.» A rua está quase vazia. Ela anda devagar até à casa. Ela segura o saco com as duas mãos. «Pão.» À porta, ela diz «Pão», e a vizinha está no alto das escadas.